sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dialogue - Aconteceu o 1º em 15 de setembro

Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes não encontramos tempo para sentar aos pés de nossos mestres e aprender deles. Perguntar, argumentar, tirar dúvidas, demonstrar nossa opinião sobre uma gama enorme de assuntos que nos interessam.
A palavra é "dialogar" daí "Dialogue". O nosso primeiro "Dialogue" aconteceu no dia 15 de setembro e o nosso convidado foi Igor Miguel. Difícil falar o nome dele sem colocar um "Prof." à frente de seu nome. Ele trouxe para nós uma mensagem baseada em Jo 10:10 com objetivo de conversarmos sobre o que é VIDA no conceito bíblico. Foi bom demais. Passeamos pela Bíblia, falamos de comunidade, comunhão, igreja e etc. Terminamos a noite como bons crentes ao redor da mesa na cozinha fazendo um lanchinho.
Simples assim... e queremos continuar a fazer desta forma, sem institucionalizar nada.
Estiveram conosco irmãos de várias congregações enquanto denominações mas unidos no mesmo objetivo e Espírito: buscar entendimento e direção para viver plenamente o senhorio de Cristo.
Vocês estão convidados para o próximo, no dia 13 de outubro.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nova ortografia

Atendendo a muitos pedidos, segue material sobre nova ortografia. Localizamos este material no blog Pensar, cujo link segue no final do texto. Espero que ajude vocês.


Abraços


Coordenação Abba
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Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA

Saiba o que mudou na ortografia brasileira
por Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.

Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:


A B C D E F G H I J
K L M N O P Q R S
T U V W X Y Z


As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema

Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gueguiquequi.

Como eraComo fica
agüentaraguentar
argüirarguir
bilíngüebilíngue
cinqüentacinquenta
delinqüentedelinquente
eloqüenteeloquente
ensangüentadoensanguentado
eqüestreequestre
freqüentefrequente
lingüetalingueta
lingüiçalinguiça
qüinqüênioquinquênio
sagüisagui
seqüênciasequência
seqüestrosequestro
tranqüilotranquilo


Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como eraComo fica
alcalóidealcaloide
alcatéiaalcateia
andróideandroide
apóia(verbo apoiar) apoia
apóio(verbo apoiar) apoio
asteróideasteroide
bóiaboia
celulóideceluloide
clarabóiaclaraboia
colméiacolmeia
CoréiaCoreia
debilóidedebiloide
epopéiaepopeia
estóicoestoico
estréiaestreia
estréio (verbo estrear)estreio
geléiageleia
heróicoheroico
idéiaideia
jibóiajiboia
jóiajoia
odisséiaodisseia
paranóiaparanoia
paranóicoparanoico
platéiaplateia
tramóiatramoia


Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éiséuéusóióis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como eraComo fica
baiúcabaiuca
bocaiúvabocaiuva
cauílacauila
feiúrafeiura


Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

Como eraComo fica
abençôoabençoo
crêem (verbo crer)creem
dêem (verbo dar)deem
dôo (verbo doar)doo
enjôoenjoo
lêem (verbo ler)leem
magôo (verbo magoar)magoo
perdôo (verbo perdoar)perdoo
povôo (verbo povoar)povoo
vêem (verbo ver)veem
vôosvoos
zôozoo


4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Como eraComo fica
Ele pára o carro.Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte.Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo.Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos.Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra.Comi uma pera.


Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é aforma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guarquar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen

Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente
ultrassom

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico

Atenção:
- Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por mn evogal: circum-navegação, pan-americano etc.


7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.

O diretor recebeu os ex-
-alunos.

Resumo - Emprego do hífen com prefixos

Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.

Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
- Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
- Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
- Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por mn e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.
3 O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

Fonte: http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.html

Obs.: Você encontrará este post no Blog Pensar

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Macabeus, sua história, conquistas e a Festa de Chanuká (Dedicação)

Maria Dolores Moreira

Alexandre, o Macedônio, após vencer Dario rei dos persas e dos medos tornou-se rei em seu lugar e a partir de então empreendeu numerosas guerras avançando às extremidades da terra submetendo assim nações, províncias e soberanos os quais se tornaram seus tributários.
Depois disto Alexandre adoeceu e percebendo que iria morrer convocou seus oficiais e nobres que com ele conviveram desde sua mocidade e repartiu entre eles seu império. Cada qual se apossou do que recebera e sucessivamente seus respectivos filhos.
De um deles originou Antíoco Epifanes. Este quando se viu consolidado em seu trono, resolveu também apoderar-se do Egito a fim de reinar sobre dois reinos, travou batalha contra Ptolomeu o qual recuou e fugiu. Vencendo porém o Egito no ano 143 AC, em sua volta subiu contra Israel e Jerusalém.  Entrou porem com arrogância no Santuário e tomou seus utensilios sagrados, partindo assim para seu país. Por este motivo um grande clamor foi levantado em toda nação de Israel.
Logo em seguida o rei Antíoco IV visando a unidade de seu império prescreveu a toda sua área de domínio que todos se tornassem um só povo renunciando assim às suas crenças e práticas religiosas incluindo assim toda nação de Israel. Ele impôs aos judeus praticas pagãs desfazendo assim acordos feitos por antecedentes seus ao povo judeu.  Quem não assim obedecesse incorreria em pena de morte. Muitos da casa de Israel aderiram a esta ordem.
No décimo quinto dia do mês de casleu no ano 145 AC, o rei obrigou construir no altar dos holocaustos a abominação da desolação que era um altar a fim de cultuar a Zeus o deus olímpico e também ordenou que todos os livros da lei fossem lançados ao fogo. No dia 25 de cada mês era obrigatório levar sacrifícios a Zeus. Quanto as pessoas que insistiam em manter os princípios da lei como no caso da circuncisão, tais eram mortos em praça publica juntamente com seus familiares.  Mesmo com tudo isto muitos israelitas se mantiveram firmes não se contaminando, mantendo a Aliança Sagrada pagando assim com suas próprias vidas.
Foi nestes dias que se levantou Matatias, sacerdote segundo a linhagem de Joiarib, este tinha 5 filhos sendo um deles chamado Judas conhecido como Macabeu.  Estes foram procurados pelos emissários do rei Antíoco, com a proposta de aderirem às ordenanças do rei e conseqüentemente serem contados como amigos dele e presenteados com prata e ouro. Matatias e seus filhos negaram a proposta do rei declarando que eles e sua nação não se renderiam, mas conservariam a aliança Sagrada feita com o Deus de Israel.  
Depois disto Matatias se reuniu com todos que não se submeteram as ordenanças do rei Antíoco e lutou contra ele obtendo vitória em todas as suas lutas auxiliando eles o Senhor. 
Com a morte de Matatias, Judas Macabeu assumiu seu lugar, juntamente com seus irmãos e aqueles que haviam aderido ao exercito de seu pai. Eles pelejaram com alegria os combates de Israel e estendeu a gloria do seu povo. Seu exército recebeu o nome de Macabeus.
            Judas Macabeu, após obter tão grandes vitórias com a ajuda do Senhor Deus de Israel sobre os generais do exército de Antíoco, persuadiu os judeus a irem a Jerusalém dar graças a Deus, purificar o Templo e oferecer sacrifícios. Quando lá chegaram, no entanto, encontra­ram as portas queimadas e os muros cheios de mato, o qual havia crescido durante aquele período de inteiro abandono. Tão grande desolação arrancou suspiros do coração e lágrimas dos olhos de Judas. E, depois de ordenar que uma parte da tropa sitiasse a fortaleza, pôs mãos à obra para purificar o Templo.
Fez-se tudo com o máximo cuidado, escolheu sacerdotes sem mácula e observantes da lei os quais purificaram o lugar Santo . Judas colocou nele um candelabro, uma mesa e um altar de ouro, completamente novos. Mandou colocar também portas novas e cobriu-as com cortinas. Depois destruiu o altar dos holocaustos, porque fora profanado, e mandou fazer um novo, com pedras que não houvessem sido trabalha­das a martelo. No dia vinte e cinco do mês de quisleu, que os macedônios chamam apeleu, acenderam-se as luzes do candelabro, incensou-se o altar, colocaram-se os pães sobre a mesa e ofereceram- se holocaustos sobre o novo altar.
Isso se deu no mesmo dia em que, três anos antes, o Templo fora indignamente profanado por Antíoco e abandonado, no dia vinte e cinco do mês de apeleu, no ano cento e quarenta e cinco, e na Olimpíada cento e cinqüenta e três. A renovação ocorreu no mesmo dia do ano cento e quarenta e oito e da Olimpíada cento e cinqüenta e quatro.
Aqui nasceu a festa de Chanuká
Judas celebrou durante oito dias com todo o povo, por meio de solenes sacrifícios, a festa da restauração do Templo, Eram festins e banquetes pú­blicos. O ar ressoava os hinos e cânticos que se elevavam em louvor a Deus, e a alegria de se ver, depois de tantos anos, quando menos se esperava, a res­tauração dos antigos costumes hebraicos. Foi determinado realizar-se todos os anos aquela festa, duran­te oito dias. Chamaram-na festa das luzes porque essa felicidade foi como uma luz agradável que dissipou as trevas depois de longos sofrimentos.
O nome desta festa em hebraico é “Chanukah”, hoje traduzido como “Dedicação”, originalmente, é resultado de um acróstico de palavras que a formam: CHANU – Que significa “Descansaram” e KAH – Que corresponde as letras “Kaf” e “Hei’, que formam o algarismo do número “25”. Isto porque, após longo período de luta, contra o exercito de Antíoco Epifânio, os israelitas descansaram no dia 25 de quisleu, data em que reconquistaram o Templo e deram início a sua restauração. A palavra acabou por adquirir um campo lexical mais abrangente, podendo ser traduzida, atualmente, como dedicação, devido ao entorno de acontecimentos ligados a ela.
A Festa de Chanukah também é conhecida como “Festa das Luzes” ou “Sucot de Kislev”. Este último se deve ao fato de que naquele ano os judeus não puderam celebrar a Festa das Cabanas, por estarem em plena guerra. Sendo assim, ao término da revolução, com mais de dois meses de atraso, eles celebraram Chanukah com Lulav (Espécie de ramo usado em Sucot) nas mãos, num gesto memorial, já que, igualmente a Sucot, Chanukah também é comemorada ao longo de oito dias.
Esta festa que nós ocidentais chamamos de Dedicação não teve como origem um mandamento bíblico como a festa de Pentecostes, mas vemos o Messias Jesus participando dela em Jo 10:22, provando com misto que ele considerou as tradições de seu povoe e que se tratava de uma festa aprovada por ele.
Principal costume da Festa de Chanukah é o de se acender a CHANUKIAH, uma espécie de candelabro de nove candeias, o qual acende uma de cada vez, ao longo dos oito dias de festa, seja em casa ou na sinagoga. Com a vela piloto, que se chama de Shamash (servo), também chamada de nona vela, e que só usa para acender as demais oito velas que cumprem a prescrição, ilumina a chanukiah, acendendo uma vela a mais por dia, até que, ao oitavo dia, todas as velas estejam acesas.
O papel da chanukiah é trazer a lembrança do milagre de chanukah, quando, o óleo usado para acender a menorah, que deveria durar apenas um dia, milagrosamente, perdurou por sete dias a mais que o normal, permitindo aos sacerdotes ter tempo hábil para fabricar um novo óleo. O acendimento da menorah, deveria ser o primeiro item no processo de purificação do templo que se iniciou no dia 25 de quisleu de 165 a.C.
Até hoje, em função disto, na noite do dia 25 de quisleu, se acende com o auxilio do Shamash, a primeira das nove velas da chanukiah, que deve estar posicionada perto da porta de entrada da casa ou na janela, em lugar visível. Noite após noite, o shamash cumpre fielmente sua tarefa de acender as luzes. A cada noite, ele dá as boas vindas à recém-chegada e a coloca em seu lugar de direito, na fileira crescente: duas chamas, três chamas, quatro chamas. O shamash as induz à vida, e então fica de guarda, temendo que alguma vacile e precise de um novo impulso de luz.
Mesmo assim, o shamash não conta. Embora seja um doador de luz para os outros, nunca atinge o status de uma luz de Chanukah em si mesmo. Apesar disso, o shamash eleva-se sobre todas as outras luzes da menorá. Priva-se de seu próprio potencial de iluminação para despertar uma chama em outros,não há virtude maior que essa. Esta é a grande necessidade do mundo.

Tal vela chamada servo é comparada com Jesus, ele é nosso maior exemplo de alguém que abdicou de sua própria luz para iluminar a outros.