sábado, 26 de junho de 2010

V WORKSHOP ISRAEL O RELÓGIO DE DEUS - PREPARANDO A IGREJA PARA A VOLTA DE JESUS - PALESTRA ELIZABETH ALVES PINTO

ROMPENDO A BARREIRA DE SEPARAÇÃO

GENTIOS E JUDEUS
            Gentios – do grego ethnê – é equivalente ao hebraico goyim. É chamado judeu o descendente da tribo de Judá e de outras tribos. Ou seja, o judeu é judeu por consaguinidade. E aquele que não é judeu, é gentio. E continua gentio depois que abraça a fé no Senhor Jesus.

Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estavéis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo”
Efésios 2:11 e 12

Paulo estava falando para os gentios:
“gentios na carne” – se é gentio por nascimento, portanto isso não muda quando o gentio passa a crer no evangelho.
“chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne” - a distinção feita popularmente como uma justificativa para continuar menosprezando os gentios incircuncisos, apesar de que um crente piedoso deva se abster de qualquer vanglória.
“outrora”, “naquele tempo” – mostra que os gentios eram deficientes em alguns sentidos.
“estavéis sem Cristo” – Não tinham o Messias. Lembrando que o conceito de Cristo é judaico (Ungido) e que Cristo não é nome, é título.
“separados da comunidade de Israel” - Eram estrangeiros, excluídos, alienados, da vida nacional de Israel. A palavra grega traduzida por “vida nacional” “comunidade” é “politeia” que nos dá palavras em português como “política” e “político”.
“estranhos às alianças da promessa” - Eram estrangeiros às alianças que incorporavam a promessa. Isto inclui a aliança com Abraão, Moisés e a Nova Aliança. A Nova Aliança foi dada a Israel em Jesus. Os gentios eram estranhos a ela a não ser pela fé, o que os tornou participantes por completo.
“não tendo esperança e sem Deus no mundo” - a diferença entre judeus e gentios antes da vinda de Jesus não era apenas devido ao fato de um ser circuncidado e o outro não e sim que Deus lidava com eles de forma diferente.

Mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,”
Efésios 2:13 a 15

“vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” – Paulo afirma novamente a condição anterior dos gentios. A aproximação aconteceu por meio da morte sacrificial e sangrenta de Jesus, expiatória para todos, tanto gentios quanto judeus.
“ele é a nossa paz” – Jesus não somente faz a paz entre judeus e gentios como ele próprio é esta paz. “o qual de ambos fez um” – Ele habitando nos judeus e gentios que creem é o que de nós fez um só, pois a nossa unidade é o único Messias habitando em ambos.
“e, tendo derribado a parede de separação que estava no meio” – m’chitzah – hebraico – significa literalmente “o que divide algo no meio”. A figura utilizada por Paulo é do Templo. Em volta do Templo havia uma inscrição que proibia qualquer estrangeiro de entrar. Esta era a “parede de separação” entre judeus e gentios ( também havia um patio só para mulheres).

Assim, o Messias removeu a barreira que impedia os gentios de se misturarem com o Povo de Deus e serem contados como parte dele. Esse é o ponto levantado por Paulo.
Os gentios podem se unir ao povo judeu e serem um com eles enquanto povo de Deus, mediante a fé no Messias judaico, Yeshua.
Mas acontece o contrário: quando os judeus creêm em seu próprio Messias, eles não tem mais o direito de manter sua identidade judaica mas precisam se amoldar aos padrões gentílicos.
Inacreditável!!!
Jesus é JUDEU, não gentio.

“tendo derribado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”

Quatro componentes da inimizade entre judeus e gentios:
1 – A inveja dos gentios do status de Israel;
2 – O orgulho dos judeus por serem escolhidos;
3 – O ressentimento dos gentios por causa deste orgulho;
4 – A aversão mútua quanto aos costumes dos dois grupos.

Não vim para revogar, vim para completar
Jesus disse:

"Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5.17 - ARA).

Palavras chaves - "revogar" e "cumprir“

“Revogar“ – grego - verbo grego katalisai [katalusai] = anular, abolir, destruir, desfazer, revogar, etc.

A edição bíblica de Almeida Revista e Corrigida traduz primeiramente a palavra como "destruir" que é mais clara. 

JESUS DISSE CLARAMENTE, QUE ELE NÃO VEIO PARA DESTRUIR, ABOLIR, ANULAR OU DERRUBAR A TORÁ (LEI).

Mas Jesus veio fazer mais, ele veio também para "cumprir".

Este verbo grego que no original é plerosai = completar, acrescentar, aperfeiçoar, “plenificar”, etc.

Jesus em nenhum momento foi contra a Torá, muito pelo contrário ele veio apresentar o sentido pleno da Torá, veio completar seu significado, ele veio "plenificar" seu objetivo.

Como diz o Talmud (a tradição oral dos judeus): "Não vim para tirar a Toráh de Moisés, mas pelo contrário, vim para acrescentar" (Tratado Shabat 116b).

"Ordenanças" - grego = "dogmas" [dogmaV] = interpretação, dogma, doutrina de homens, etc.

Esta expressão grega aparece no Novo Testamento sempre associado com "ordenanças de homens" nunca com ordenanças dadas por Deus.
A palavra grega para ordenanças de Deus no Novo Testamento é dikaioma [dikaiwma] e não dogma.
Esta é a diferença básica.

Concluímos com isto que, o que Jesus aboliu foram

"AS ORDENANÇAS DO HOMEM, OU AS INTERPRETAÇÕES DOS HOMENS SOBRE A TORÁ QUE É FORMADA POR MANDAMENTOS".


“para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,”


A destruição da parede de separação fez de nós um, mas também nos deu a responsabilidade de um estilo de vida compatível ao requerido por Deus de todo o seu povo. Desta forma, podemos agir em obediência da forma que o Senhor nos ensinou procurando viver o estilo de vida na Igreja (Judeus e gentios crentes em Jesus) que espera a volta Dele.

Profª Eizabeth Alves Pinto

V WORKSHOP ISRAEL O RELÓGIO DE DEUS - PREPARANDO A IGREJA PARA A VOLTA DE JESUS - PALESTRA MISSIONÁRIA EMILY

O Estilo de vida daqueles que aguardam a volta de Jesus

Chamamos de Estilo de vida judaico messiânico, o modo de vida dos primeiros seguidores de Yeshua. Somos chamados a viver neste estilo de vida porque somente através de Yeshua é que podemos saber realmente o que somos.

Quando deixamos de viver a cultura mundana e buscamos um estilo de vida que nos leve a uma vida cheia da plenitude de D’us, descobrimos que o próprio D’us nos deixou um estilo de vida tendo como referencial a Torah (Mandamentos) e através da cultura judaica que é a cultura ensinada pelo próprio D’us através de um povo singular, escolhido para ser luz para as nações.

O judaísmo messiânico é tão antigo quanto os primórdios da igreja cristã. Os nazarenos (At 24:5), seguidores dos ensinos de Yeshua Hamashiach (Jesus o Messias) que também eram conhecidos como os do Caminho (At 9:22/24:14, 22), foram os precursores do que chamamos hoje de Judaísmo Messiânico.

Nos dias atuais, embora todos aqueles que crêem em Yeshua digam estarem dispostos a segui-lo, na realidade poucos o fazem. Existe uma grande diferença entre crer em Yeshua e decidir ser talmid (discípulo) de Yeshua. Muitos estão satisfeitos com apenas crer,mas a realidade é que Yeshua nos convida a muito mais do que isto. Ele nos convida a segui-lo.
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Missionária Emily Gomes Assunção Moreira

sexta-feira, 25 de junho de 2010

V WORKSHOP ISRAEL O RELÓGIO DE DEUS - PREPARANDO A IGREJA PARA A VOLTA DE JESUS - PALESTRA JÚNIOR

AS FESTAS BÍBLICAS E A IGREJA

A bíblia apresenta nossa entrada na terra prometida marcada por um grande casamento entre Yeshua e sua noiva, porém o “contrato de casamento”, nossa Ketubá, determina que Ele virá buscar uma noiva ataviada, preparada para lhe encontrar, sem ruga, nem mácula. Um casamento poderia deixar de acontecer se houvesse descumprimento da Ketubá por uma das partes. Foi assim que D’us determinou.
Efésios 5.25 – Yeshua está vindo para buscar uma noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Enquanto Ele olha para a noiva, a vê linda, saudável, próspera em todos os seus caminhos e desfrutando do preço pago por ela.
Ele a vê nova – sem ruga –, independente da idade de suas células, pois se renovam a cada dia. Note que os “velhos” – de mente velha, incrédula, agarrada ás tradições da velha vida no Egito – não entraram na terra prometida, somente seus filhos – os jovens –, mas Calebe também entrou, pois cria e seu espírito era jovem independentemente de sua idade avançada – 85 anos – (Josué 14.10.11).

As festas bíblicas SÃO – não ERAM, mas SÃO – sombras de coisas vindouras (Colossenses 2.16), não deixaram de existir no contexto da Nova Aliança, pois agora é que a revelação de todo mistério nos chegou ao entendimento através do Espírito Santo em nós – sabemos que o Corpo que provocou no passado e provoca hoje essa sombra é o do nosso Messias Yeshua. Tudo o que Yeshua fez e hoje faz e opera em nós, aconteceu e acontece de acordo com as festas estabelecidas por D’us na Torá. Elas falam de nosso crescimento e maturidade espiritual ao mesmo tempo fala da obra que Yeshua fez por nós e ainda das que Ele fará.
A Igreja, no primeiro século, tanto gentios quanto judeus, praticavam e incitavam a prática das festas (I Coríntios 5.8) com todo o entendimento e revelação que vinha do Espírito Santo, por isso era uma igreja madura, modelo para nossa igreja de hoje, enquanto poderíamos e deveríamos estar muito além da mesma.
O nome cristianismo dado à seita do caminho ou os nazarenos – discípulos de Yeshua (nós) – foi dado por Inácio de Antioquia em 132 d.C. Constantino, em 312 declara que essa, agora, religião seria a oficial de seu império e, no concílio de Nicéia se inicia a abolição das tradições judaicas que existiam na igreja. Em 590 d.C, o Papa Gregório condena como cúmplice da morte de Cristo qualquer que tivesse ou usasse algum símbolo judaico. Marcião deu início à idéia de que as Escrituras, utilizadas antes de Cristo eram velhas, arcaicas e deu-lhas o nome de “Velho Testamento”. Daí vem a idéia de que o Velho Testamento é história, somente usado para confirmar o novo, quando deveria ser o contrário. No concílio de Antioquia (341 d.C) a primeira festa foi abolida, a Páscoa, porém todas as outras estão ligadas à ela, abolindo-a, abolem-se todas. É interessante notar que à partir deste século deu-se início a uma geração que recebia Jesus “goela abaixo”, enfiados na Igreja sem nem sequer passaram pela experiência do novo nascimento.

Mas, se tudo aconteceu de acordo com essas festas, no mínimo precisamos observar seus princípios para entendermos nossa vida com D’us, nosso estágio de crescimento e maturidade na fé, a “temperatura” espiritual pela qual estamos passando esses últimos dias, onde estamos, onde deveríamos estar. Isso até chegarmos à estatura de varão perfeito, à medida da estatura da plenitude do Messias (Efésios 4.13).
Em Levíticos 23 temos ordenação das 8 festas fixas do povo de D’us: O Shabat – Sábado (v.3), Pessach – Páscoa (v.5), Matzot – Pães azimos (v.6), Bicurim – Primícias (v.10), Shavuot – Pentecostes (v.15,16), Rosh Hashanah – Trombetas (v.24), Yon Kipur – Dia da expiação (v.27) e SucotTrombetas (v.34).

Algumas festas falam da obra de sua primeira vinda, de seus sofrimentos como Messias Ben Yosef outras de sua segunda vinda, as quais podemos chamar de Messiânicas, pois apontam Yeshua como o Messias Ben David, falando de sua glória e da glória dos filhos de D’us.

Há três festas “âncoras” durante este período de sete meses, que falam de nossa salvação, da plenitude do Espírito em nós nos transformando e amadurecendo e de nossa habitação eterna com D’us numa terra transformada. Estas são as principais festas:

PESSACH – PÁSCOA

Celebrada no primeiro mês do ano bíblico e judaico (Nissan), no dia 14 desse mês á tardinha (Lv 23.5).
Como a Ceia do Senhor, que teve sua origem no Pessach, Pessach é um memorial do dia em que Israel saiu dos domínios do Egito para servir a D’us no deserto em direção à terra prometida. Naquele dia veio juízo sobre o Egito, a morte dos primogênitos – Romanos 6.23 diz que o salário do pecado é a morte –, porém a Israel nada aconteceu, pois D’us havia estabelecido e aceitado o sacrifício de um cordeiro pascoal no lugar de seus pecados, desviando seu juízo e sua ira de sobre os filhos de Israel.
Da mesma forma fomos livres do império das trevas e transportados para o Reino do Filho Amado de D’us (Colossenses 1.13).
A Palavra declara que, naquele dia, dos israelitas que saíram do Egito, não se contou nenhum enfermo, doente ou manco. Também não saíram de lá miseráveis, porém cheios de riquezas. Gálatas 3.13 nos diz que o Messias nos livrou da maldição da lei – maldições pelo não cumprimento da lei (enfermidade, miséria, morte – são descritas em Dt 28) – fazendo-se Ele mesmo maldição por nós. Ele é o nosso cordeiro pascoal.
Há muitas realidades que agora são nossas por estarmos no Messias, porém o propósito de D’us não é que continuemos parados em Pessach. Ele mesmo criou nosso tempo (Moed, no grego, Chronos), que corre a cada milésimo de segundo, nos levando às Festas (Moadim – mesma raiz de “estações”, em hebraico). Sua vontade é que TODOS sejam salvos e CHEGUEM AO PLENO CONHECIMENTO DA VERDADE (I Timóteo 2.4). A vontade de D’us é que amadureçamos.
            É importante lembrar que após Pessach, no dia seguinte já se começa a festa dos pães azimos (Matzot), onde se celebravam sete dias comendo-se somente pães sem fermento. Isso nos ensina que após nossa salvação precisamos tirar todo embaraço, todo peso, todo fermento que nos atrapalha de seguir em nossa nova vida (Hebreus 12.1ss).

SHAVUOT – PENTECOSTES

Celebrada no 3º mês (Sivã), no terceiro dia. O número 3 em hebraico fala de mudança – a Palavra de D’us muda o homem.
Em Shavuot a Palavra de D’us, Escrita por D’us, foi entregue aos homens por mãos de Moisés. Sempre que se celebrava  Shavuot, se celebra a entrega da Torá aos filhos de Israel.
Em Shavuot, o Espírito Santo desceu pela primeira vez para habitar dentro dos homens (Ezequiel 36.27; Jeremias 31.33), era o cumprimento da profecia da Nova Aliança, a Torá dentro dos homens, que agora eram filhos de D’us. Era uma nova linguagem. Daí o sinal profético de, então, falarmos em outras línguas.
A Palavra nos ensina a edificarmo-nos na fé (fidelidade, crença) orando no espírito, ou seja, em outras línguas. Shavuot fala da plenitude do Espírito de D’us em nós, que nos revela todas as coisas. Não precisamos mais de um legalismo sobre nós, nos oprimindo a todo instante. O Espírito nos conduz e nos guia em todas as coisas em obediência e ao mesmo tempo em paz.
É importante nos lembrarmos que, após Shavuot, vêm mais duas festas importantes antes da última e mais importante festa (Sucot – Tabernáculos), que são Rosh Hashaná – Trombetas, que é o prenúncio da vinda do noivo no casamento hebraico (é o tempo em que agora estamos) e Yon Kipur – Dia da Expiação, que é o dia do arrependimento profundo – tempo em que podemos nos arrepender pelos pecados de nossa nação, região, país, por nós mesmos, nossa família e interceder por todos diante de D’us. A Palavra declara em Zacarias 12.10 um Yon Kipur que acontecerá quando o Messias Yeshua for revelado em sua glória a Israel. Será o tempo em que prantearão por Ele, chorarão amargamente como quem chora pelo primogênito e então “todo Israel será salvo”, isto é, os remanescentes fieis.

SUCOT – TABERNÁCULOS

Celebrada no 7º mês, aos 14 do mês, à tarde.
Saímos de nosso conforto e pseudo segurança e habitamos em tendas frágeis, feitas de ramos de palmeiras.
Inicialmente um memorial para Israel de que habitou em tendas no deserto.
É um memorial de que somos tendas frágeis, mas, por causa de Quem hospedamos dentro, somos, na verdade uma fortaleza, pois o Poder de D’us se aperfeiçoa na fraqueza.
Sucot fala de hospitalidade. Pela hospitalidade, Abraão hospedou o SENHOR em sua tenda (sucat) e foi hospedado por D’us em seu Reino.
Sucot nos lembra de que a terra é provisória e que pertence ao Senhor, não a nós. Somos hospedados por Ele aqui na terra. Por isso, precisamos repensar tudo o que fazemos, pois somos como que estrangeiros em sua casa.
Na tenda de D’us – Reino de D’us – a provisão vem toda da sua casa, da sua tenda. A provisão vem Dele. Não devemos viver preocupados com o que havemos de comer e vestir. Yeshua disse: “Não andeis ansiosos por nada, nem pelo que haveis de comer, nem pelo que haveis de vestir (Mateus 6.25); busquem em primeiro lugar o Reino de D’us e a sua justiça, e as outras coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6.33). É um nível muito elevado de amadurecimento quando pensamos assim.
No Reino de D’us a atitude contínua é: “Seja feita a tua vontade assim na terra como nos Céus” (Mateus 6.10).
Ao mesmo tempo somos pequenos sucat do Espírito Santo de D’us. Como Abraão, que hospedou a D’us em sua sucat e, ao mesmo tempo, era hospedado por Ele.
Sucot é também uma festa escatológica, messiânica, pois fala de nossa habitação eterna nesta terra, que será transformada, redimida de toda maldição, para nela habitarmos, também, então, num corpo glorificado, um tabernáculo celestial, que receberemos na revelação do Messias;
Isaías 4.1-6 – Sete mulheres naquele dia lançarão mão dum só homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos de nossos vestidos; tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio (Yeshua tirou nosso opróbrio e se noivou conosco antes de subir às alturas – não somos mais desprezados como antes, temos a promessa do casamento, das bodas do Cordeiro, então descritas neste capítulo de Isaías). Naquele dia o renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E será que aquele que ficar em Sião e permanecer em Jerusalém, será chamado santo, isto é, todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém; Quando o Senhor tiver lavado a imundícia das filhas de Sião, e tiver limpado o sangue de Jerusalém do meio dela com o espírito de justiça, e com o espírito de ardor. E criará o Senhor sobre toda a extensão do monte Sião, e sobre as assembléias dela, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo flamejante de noite; porque sobre toda a glória se estenderá um dossel (Hebraico = חפה – Chuppah). Também haverá de dia um pavilhão para sombra contra o calor, e para refúgio e esconderijo (tabernáculo, Sucot) contra a tempestade e a chuva”.
Amós 9.11 – Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de Davi, que está caído (o sonho e a preocupação com uma habitação para o Senhor, para que Ele more no meio do seu povo, como o centro da casa, o trono, a autoridade maior), e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e as reedificarei como nos dias antigos” (nos dias antigos, vinham gentios de todas as nações para celebrarem ao Senhor no tabernáculo de Davi. Isso mostra que D’us quer comunhão com todos os homens, seu propósito é para todas as nações da terra). Observe que, quando Salomão edificou o templo, ele orou ao Senhor:

“Assim também ao estrangeiro, que não é do teu povo Israel, quando vier de um país remoto por amor do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, vindo ele e orando nesta casa, ouve então do céu, lugar da tua habitação, e faze conforme tudo o que o estrangeiro te suplicar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam como o teu povo Israel, e saibam que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei” (II Crônicas 6.32,33);

Zacarias 14.16 – Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a festa dos Tabernáculos (Sucot). Note que, no milênio, de ano em ano, os remidos entrarão em Jerusalém para celebrar a festa dos Tabernáculos e, nunca mais nos esqueceremos de que um dia fomos escravos e habitamos em tendas tão frágeis, mas então o Senhor nos deu nova morada. Tudo é Dele, por meio Dele e para Ele. Glória, pois a Ele ETERNAMENTE, Amém!
Jaime Magalhães Sepulcro Júnior - Banda Zoe 777 - Aluno Abba

V WORKSHOP ISRAEL O RELÓGIO DE DEUS - PREPARANDO A IGREJA PARA A VOLTA DE JESUS - PALESTRA PR VINICIUS PORTES

Israel e Igreja
Voltando às Origens

Desde que o Eterno criou o homem podemos constatar Seu interesse em Se relacionar com sua criação.
Porém Adão escolheu o caminho do pecado e anos mais tarde toda uma geração pereceu durante o grande dilúvio. Neste tempo, o Senhor Deus achou graça em um único homem, Noé, e o preservou juntamente com sua família. Mas logo os descendentes de Noé também seguiram o caminho do pecado e da rebelião.

Então encontramos novamente o Pai à procura de um relacionamento com os homens, e o vemos buscar ao pai Abrão, "pai exaltado", e o escolher para transformá-lo em Abraão, "pai de multidões".
O chamado de Abraão foi claro: Ele seria o pai de uma nação (Israel) e através de sua vida e descendência o Eterno abençoaria toda a humanidade ou "todas as famílias da Terra". (Gn 12:1-3)

Abraão gerou a Isaque que gerou a Jacó. Jacó teve seu nome mudado pelo proprio Senhor e passou a se chamar Israel.
De Israel vieram seus doze filhos, as doze tribos, onde podemos destacar Judá, seu quarto filho.

Judá é o ancestral de Davi e Davi o ancestral de Yeshua, nosso Senhor e Salvador. Yeshua é o Filho de Davi, o Leão da Tribo de Judá, Aquele que trouxe a benção da comunhão e reconciliação dos homens com Deus Pai.

A igreja de Yeshua nasceu forte através de Seus doze apóstolos judeus. Logo após Sua morte e ressurreição encontramos na primeira Festa de Pentecostes descrita no capítulo dois de Atos uma verdadeira revolução iniciada pelos judeus que foram cheios do Espírito de Deus.
O evangelho passou a ser anunciado sem medo, os novos cristãos entregavam suas propriedades em prol do crescimento da igreja e do testemunho da morte e ressurreição do Senhor.

A Bíblia e a história mostram-nos a que preço os primeiros cristãos proclamaram sua fé. Perseguições, açoites, apedrejamentos e milhares de mortes aconteceram na igreja. Os primeiros cristãos eram caçados, aprisionados e sentenciados à morte, caso não negassem o Nome do Senhor.

O próprio apóstolo Paulo foi um perseguidor da igreja e matou a muitos (At 26:10) até dar sua própria vida pela mesma causa, morrendo em Roma por ordem de Nero.
E assim era escrita a história da igreja do Senhor, uma história marcada pela coragem e pelo sangue dos mártires. Mas, no início do quarto século, a partir da conversão de Constantino, imperador romano, esta história foi alterada completamente.


Como vimos, até então, todo o império romano perseguia os cristãos, tanto judeus quanto gentios, e as mortes aconteciam com freqüência. Com a conversão de Constantino, os cristãos não só ganharam um grande aliado, mas passaram a ter o reconhecimento das autoridades, o que lhes garantia paz e segurança.
Porém, esta proteção veio somente aos cristãos gentios e foi negada aos judeus. Por quê?

Ora, Roma estava cercada por seus deuses e suas tradições pagãs. Todo o império romano se deleitava em uma agenda de festas, orgias e grandes celebrações a estes deuses pagãos.
Aceitar o novo Deus que vinha dos cristãos não era difícil, mas como abrir mão das tradições de tantos séculos e trocar sua “agenda” pelas “festas santas dos judeus”?

O Salvador Jesus era “bem vindo”, mas seus pais e suas leis, não. Assim, pareceu à Roma, ser muito mais fácil adaptar a nova vida cristã a seu paganismo, que arrancá-lo de suas vidas. E a lógica dos novos “cristãos” passou a ser a seguinte: “Se Jesus foi rejeitado pelos judeus, então devemos aceitar a Jesus e rejeitar aqueles que não O aceitaram.” Isto é, “os judeus e suas leis ficam de fora.”

E o espírito antisemita entrou na igreja de Yeshua e permanece até os nossos dias.
A partir de Constantino, os teólogos da Teologia da Substituição, que perseguiam os judeus, trataram de “cristianizar” as inúmeras festas pagãs que já estavam enraizadas no povo.

Esta foi a saída encontrada para popularizar Jesus, o novo Deus do império romano. As Festas do Senhor Deus (Páscoa Judáica, Pentecostes e Tabernáculos) que anunciam a Yeshua, foram tiradas e em seu lugar os cristãos passaram a celebrar a Páscoa Romana e o Natal, além do carnaval, da quaresma, das festas juninas e inúmeras festividades que nada tem com a Palavra do Eterno e a Pessoa do Senhor Yeshua.

E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei... Dn 7:25

De fato a lei foi mudada e as épocas também.
A igreja foi tirada da raiz da Oliveira (Rm 11) e enxertada em Roma.
E sabemos que "um abismo chama outro abismo"... A partir disso a Igreja seguiu caminhos de trevas, perseguiu por séculos aos seus pais judeus, adotou a idolatria e rompeu com suas origens.

Em 1.517 aconteceu a Reforma Protestante, onde Lutero deu inicio a uma significativa mudança na Igreja, òriginando toda a Igreja Evangélica que existe hoje na Terra (Luteranos, Calvinistas e Anglicanos que originaram as denominações Batistas, Metodistas, Presbiterianos, Adventistas, Pentecostais, Neopentecostais etc).

Porém o espírito antisemita permaneceu na Igreja. A Igreja Evangélica permanece distante de seus pais espirituais, sua verdadeira raiz, Israel.
Hoje o Eterno tem nos despertado para voltarmos aos nossos pais. Yeshua nos disse que nos assentaremos à Sua mesa juntamente com os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. (Mt 8:11)

Portanto, neste dia, o convido para se voltar à Sião, a ser "re-enxertado" na Oliveira do Senhor e receber de sua seiva, do verdadeiro alimento espiritual entregue aos nossos pais espirituais.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo I Cor 10:14-15

Pr Vinicius Portes de Souza