sexta-feira, 25 de junho de 2010

V WORKSHOP ISRAEL O RELÓGIO DE DEUS - PREPARANDO A IGREJA PARA A VOLTA DE JESUS - PALESTRA PR VINICIUS PORTES

Israel e Igreja
Voltando às Origens

Desde que o Eterno criou o homem podemos constatar Seu interesse em Se relacionar com sua criação.
Porém Adão escolheu o caminho do pecado e anos mais tarde toda uma geração pereceu durante o grande dilúvio. Neste tempo, o Senhor Deus achou graça em um único homem, Noé, e o preservou juntamente com sua família. Mas logo os descendentes de Noé também seguiram o caminho do pecado e da rebelião.

Então encontramos novamente o Pai à procura de um relacionamento com os homens, e o vemos buscar ao pai Abrão, "pai exaltado", e o escolher para transformá-lo em Abraão, "pai de multidões".
O chamado de Abraão foi claro: Ele seria o pai de uma nação (Israel) e através de sua vida e descendência o Eterno abençoaria toda a humanidade ou "todas as famílias da Terra". (Gn 12:1-3)

Abraão gerou a Isaque que gerou a Jacó. Jacó teve seu nome mudado pelo proprio Senhor e passou a se chamar Israel.
De Israel vieram seus doze filhos, as doze tribos, onde podemos destacar Judá, seu quarto filho.

Judá é o ancestral de Davi e Davi o ancestral de Yeshua, nosso Senhor e Salvador. Yeshua é o Filho de Davi, o Leão da Tribo de Judá, Aquele que trouxe a benção da comunhão e reconciliação dos homens com Deus Pai.

A igreja de Yeshua nasceu forte através de Seus doze apóstolos judeus. Logo após Sua morte e ressurreição encontramos na primeira Festa de Pentecostes descrita no capítulo dois de Atos uma verdadeira revolução iniciada pelos judeus que foram cheios do Espírito de Deus.
O evangelho passou a ser anunciado sem medo, os novos cristãos entregavam suas propriedades em prol do crescimento da igreja e do testemunho da morte e ressurreição do Senhor.

A Bíblia e a história mostram-nos a que preço os primeiros cristãos proclamaram sua fé. Perseguições, açoites, apedrejamentos e milhares de mortes aconteceram na igreja. Os primeiros cristãos eram caçados, aprisionados e sentenciados à morte, caso não negassem o Nome do Senhor.

O próprio apóstolo Paulo foi um perseguidor da igreja e matou a muitos (At 26:10) até dar sua própria vida pela mesma causa, morrendo em Roma por ordem de Nero.
E assim era escrita a história da igreja do Senhor, uma história marcada pela coragem e pelo sangue dos mártires. Mas, no início do quarto século, a partir da conversão de Constantino, imperador romano, esta história foi alterada completamente.


Como vimos, até então, todo o império romano perseguia os cristãos, tanto judeus quanto gentios, e as mortes aconteciam com freqüência. Com a conversão de Constantino, os cristãos não só ganharam um grande aliado, mas passaram a ter o reconhecimento das autoridades, o que lhes garantia paz e segurança.
Porém, esta proteção veio somente aos cristãos gentios e foi negada aos judeus. Por quê?

Ora, Roma estava cercada por seus deuses e suas tradições pagãs. Todo o império romano se deleitava em uma agenda de festas, orgias e grandes celebrações a estes deuses pagãos.
Aceitar o novo Deus que vinha dos cristãos não era difícil, mas como abrir mão das tradições de tantos séculos e trocar sua “agenda” pelas “festas santas dos judeus”?

O Salvador Jesus era “bem vindo”, mas seus pais e suas leis, não. Assim, pareceu à Roma, ser muito mais fácil adaptar a nova vida cristã a seu paganismo, que arrancá-lo de suas vidas. E a lógica dos novos “cristãos” passou a ser a seguinte: “Se Jesus foi rejeitado pelos judeus, então devemos aceitar a Jesus e rejeitar aqueles que não O aceitaram.” Isto é, “os judeus e suas leis ficam de fora.”

E o espírito antisemita entrou na igreja de Yeshua e permanece até os nossos dias.
A partir de Constantino, os teólogos da Teologia da Substituição, que perseguiam os judeus, trataram de “cristianizar” as inúmeras festas pagãs que já estavam enraizadas no povo.

Esta foi a saída encontrada para popularizar Jesus, o novo Deus do império romano. As Festas do Senhor Deus (Páscoa Judáica, Pentecostes e Tabernáculos) que anunciam a Yeshua, foram tiradas e em seu lugar os cristãos passaram a celebrar a Páscoa Romana e o Natal, além do carnaval, da quaresma, das festas juninas e inúmeras festividades que nada tem com a Palavra do Eterno e a Pessoa do Senhor Yeshua.

E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei... Dn 7:25

De fato a lei foi mudada e as épocas também.
A igreja foi tirada da raiz da Oliveira (Rm 11) e enxertada em Roma.
E sabemos que "um abismo chama outro abismo"... A partir disso a Igreja seguiu caminhos de trevas, perseguiu por séculos aos seus pais judeus, adotou a idolatria e rompeu com suas origens.

Em 1.517 aconteceu a Reforma Protestante, onde Lutero deu inicio a uma significativa mudança na Igreja, òriginando toda a Igreja Evangélica que existe hoje na Terra (Luteranos, Calvinistas e Anglicanos que originaram as denominações Batistas, Metodistas, Presbiterianos, Adventistas, Pentecostais, Neopentecostais etc).

Porém o espírito antisemita permaneceu na Igreja. A Igreja Evangélica permanece distante de seus pais espirituais, sua verdadeira raiz, Israel.
Hoje o Eterno tem nos despertado para voltarmos aos nossos pais. Yeshua nos disse que nos assentaremos à Sua mesa juntamente com os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. (Mt 8:11)

Portanto, neste dia, o convido para se voltar à Sião, a ser "re-enxertado" na Oliveira do Senhor e receber de sua seiva, do verdadeiro alimento espiritual entregue aos nossos pais espirituais.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo I Cor 10:14-15

Pr Vinicius Portes de Souza

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